Para algumas pessoas, o Dia Mundial da Musicoterapia celebra-se hoje. Para outras, amanhã. Para mim, pode ser hoje, mais precisamente agora, pelas 16 horas e dezoito minutos, já que estamos entre essas duas datas. E como hoje não é só o Dia da Independência dos EUA, mas também o aniversário de Everett Thayer Gaston, considerado "o pai da musicoterapia americana", nada melhor que evocar este marco especial com a publicação de um trabalho especial!
Quem lida comigo diariamente, sabe que descobri a musicoterapia há alguns meses, quando realizei um trabalho de pesquisa para uma cadeira do 1º semestre deste meu 2º ano da licenciatura cujo fim se aproxima a passos largos. Desde aí, conheci pessoas fantásticas, apaixonei-me (ainda mais) pelo poder da música e deixei-me levar por aquela que é, sem dúvida alguma, a celebração do som.
Em maio, tive o privilégio de ir até à Universidade Lusíada de Lisboa para estar presente no X Encontro Mundial de Musicoterapia. "Considere-se nossa convidada", disse-me a Dra. Ana Esperança alguns dias antes, e prometi que faria a melhor reportagem que conseguisse.
Com alguma vergonha por saber que quase todos os meus colegas haviam entregue a reportagem final de Ateliê de Jornalismo Radiofónico, avisei o professor Francisco Sena Santos de que a minha apareceria na caixa de entrada dele com algum atraso. "É um excelente tema, peço-te só que a edites com rapidez!", respondeu-me. E com professores assim, que nos motivam e só criticam construtivamente, é tão fácil pegar num microfone, num gravador, ocultar a timidez e entrevistar personalidades relevantes da terapia que se define como a utilização do som, da harmonia, do ritmo e da melodia para fins terapêuticos...!
Pois bem, no ano em que a musicoterapia e a neurociência se uniram na capital, partilho convosco a minha primeira reportagem radiofónica "a sério" e espero que não a achem muito má! Porque há muito tempo atrás, ouvia a The Radio Saved My Life Tonight, dos Bon Jovi, e pensava: "um dia a rádio também me salvará"... E não é que isso aconteceu!?
Deixem-se encantar pelas histórias de quem encontra na música o ponto de partida para os seus problemas e a encara como o ponto de chegada das suas soluções e, acima de tudo, o percurso dos musicoterapeutas, indivíduos tão especiais que contribuem para que a evolução aconteça!
